Deixa assim solidãoLeitura da Madrugada

 

 

Exercício do Perdão

         
         
             
 

 

 

 

 

   
 


“Perdoe-me, não fiz por mal”. “Desculpe, foi sem querer”. “Perdoe-me, se puder, porque eu errei”. “Eu te amo, mas meu egoísmo me fez errar; perdoe-me”... Estas são expressões cada vez mais raras nas relações sociais modernas. O exercício do perdão sincero parece ser uma forma de auto-humilhação tão atroz, que nós não encontramos aptidão para o seu desempenho.
O perdão é um dos atributos mais relevantes de Deus. E o próprio Deus nos encoraja ao seu exercício incessante e inalterável. Somos tão imperfeitos e dignos de condenação, que se Deus fosse homem não descansaria aplicando penalidades justas das quais somos dignos. Mas Deus é puro amor, misericordioso, piedoso... Deus sempre nos perdoa, embora nos puna por vezes.
Nós, ao contrário, não conseguimos perdoar os nossos semelhantes, ou então não temos a capacidade de pedir perdão, por causa do nosso orgulho, do nosso egoísmo, e, sobretudo, pela nossa reconhecida ignorância às coisas de Deus. E quando conseguimos pedir perdão, é depois de muito magoar, é as vezes por mera obrigação.
O perdão sincero está condicionado essencialmente ao sentimento generoso, nobre. O perdão verdadeiro está cingido da emoção, da liberdade de reconstituir amores, amizades, relações. Somos constantes em pedir e pedir perdão a Deus, mas somos levianos em conceder perdão e perdoar.
A Palavra de Deus está sobejando episódios que expressam o exercício do perdão sincero, e o recomeço de vidas que estavam destruídas pelo orgulho e pelo egoísmo: a mulher adúltera (João 8:11); Zaqueu, um publicano explorador de pobres (Lucas 19:9); O rei adúltero e homicida (II Samuel 12:13), e tantos e tantos outros casos que demonstram o sentido verdadeiro do perdão que vem do céu, cujos ensinamentos nós ignoramos na hora de perdoar.
Perdoar é exercer a cidadania do céu. Praticar perdão é demonstrar amor e temperança diante de mágoas, ressentimentos, ódios, etc... Perdoar faz bem, pedir perdão muito mais. O corpo sente a paz que deriva da prática do perdão. O organismo humano sente uma inexplicável satisfação quando perdoamos, e a alma acalma-se. O perdão enriquece as nossas relações com os nossos semelhantes e com Deus.
Começo eu a praticar o perdão, agora: aos que magoei ou feri, peço perdão e dou-lhes o meu afeto e o meu amor. Aos que me perseguiram e me magoaram, outorgo-lhes o meu sublime perdão e o meu respeito.

A Paz do Senhor Jesus!
 
 
 
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